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Patah condena alta dos juros e propõe ação contra medidas do governo, no 3º Congresso da UGT-Minas


16/03/2015

CAETÉ/MG – O 3º Congresso Ordinário da UGT-Minas, marcado para os dias 13 e 14 de março, nas dependências do Hotel Tauá, em Caeté, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte, reuniu centenas de sindicalistas na solenidade de abertura, na qual compareceram dirigentes sindicais de Minas e da direção nacional da Central.

 

Natal Leo, 70, presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindiapi), 

Pensionistas e Idosos da UGT, reclamou do tratamento dispensado ao aposentado brasileiro, cujo benefício é mínimo e mal cobre a conta de remédios. Ele pediu a ajuda dos sindicalistas presentes para fortalecer a entidade e o que ela representa.

 

Francisco Pereira de Sousa Filho – “Chiquinho” – secretário nacional de Organização e Políticas Sindicais, reivindicou dos sindicalistas mineiros apoio para estruturar a luta dos aposentados e pensionistas no estado. Ele acusou a o governo da presidente Dilma de ter enganado a população, especialmente os 

trabalhadores, quando, na campanha eleitoral, disse que não alteraria direitos trabalhistas e previdenciários “nem que vaca tossisse”, exatamente o contrário do que, de fato, ocorreu, a partir da edição das medidas provisórias 664 e 665.

 

Chiquinho cobrou um posicionamento claro dos congressistas sobre as medidas,já que “são os trabalhadores quem pagam as contas do Brasil, nas contas de água, energia e inúmeros impostos, que são cobrados direta ou indiretamente dos assalariados”.

 

APLAUSOS ÀS MULHERES 

 

Na mesa de abertura, integrada pelo secretário- geral nacional da Central, Francisco Canindé Pegado; o secretário-geral da UGT do Rio de Janeiro, Álvaro Garcia Sanches Júnior, e Paulo Roberto da Silva, presidente do Sindicato dos Empregados em Edifícios e Condomínios, em Empresas de Prestação de Serviços em Asseio, Conservação, Higienização, Desinsetização, Portaria, Vigia e Cabineiros de Belo Horizonte (Sindeac-BH), 

participaram Gysélia Castro Pinto, presidente do Sindicato dos Profissionais de Especialistas em Educação do Ensino Público de Minas (Sindespe-MG), e Cirlene Freitas, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Locação do estado (Sintral-MG). A presença feminina motivou o presidente nacional da UGT e do Sindicato 

dos Comerciários de São Paulo, Ricardo Patah, a lembrar que as mulheres são maioria entre a população brasileira, pedindo pautas para as presentes. 

 

Patah esclareceu que a UGT é a única central sindical a apresentar alternativas para os cortes pretendidos nas MPs 664 e 665, como taxação de fortunas,diminuição da taxa Selic e criação de empregos de qualidade, de maneira a garantir a manutenção dos direitos trabalhistas e previdenciários.

 

Ao falar sobre o diálogo da Central com a presidente Dilma, o sindicalista esclareceu sobre o impacto da elevação dos juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que provoca aumento nos gastos governamentais. A alta da Selic sinaliza o caminho para o encarecimento do custo embutido nas operações de crédito para as instituições financeiras privadas e públicas. 

 

Considerando a dívida atual de R$ 2,29 trilhões, cada aumento de 1% na taxa oficial de juros provoca uma elevação extraordinária das despesas da União de R$ 20 bilhões ao longo de 12 meses, denunciou o dirigente. Os cortes pretendidos pelo governo nas contas dos gastos sociais visam assegurar recursos para cumprimento de juros e serviços da dívida pública.

 

CENTRAL EM CRESCIMENTO 

 

Ricardo Patah elogiou a dimensão impressa pelo trabalho do deputado Ademir Camilo, que está à frente da UGT-Minas, desde novembro de 2011, e que deflagrou processo de crescimento da Central 

no estado, que atraiu entidades anunciadas no evento como novos filiados, entre eles o Sindicato dos Práticos em Farmácias e dos Empregados em Comércio de Drogas e Medicamentos de Minas, presidido por Paulo de Oliveira, e o Sindicato dos Empregados em Empresas de Produtos Siderúrgicos de Minas, presidido por Carlos Roberto Periard.

 

Em nome dos congressistas, o deputado sindicalista agradeceu a presença do presidente nacional e declarou aberto o 3º Congresso da UGT-Minas “Desafios do Movimento Sindical Frente à Nova Conjuntura Política e Econômica Nacional”.

 

Renato Ilha, jornalista (MTE 10.300)


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