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23/04/2009

CONSENSO DE WASHINGTON: o famoso Consenso de Washington que tantos discursos rendeu nas assembléias sindicais e fóruns políticos, está com os dias contados. A acreditar no primeiro ministro britânico, Gordon Brown, anfitrião da última reunião do G-20, que disse: o velho Consenso de Washington acabou. Hoje [02-04-] chegamos a um novo consenso, de que tomamos ação global conjunta para lidar com os problemas que enfrentamos", haverá um novo consenso. A pergunta que se faz é: qual o consenso que substituirá o acordo que permitiu às agências multilaterais, à frente FMI e Banco Mundial, ditar as regras que sufocaram importantes nações e geraram a desassombrada crise financeira? As respostas podem ser múltiplas, mas nenhuma estabelece uma "nova ordem", apenas buscam o mesmo, procurando o renascimento do sistema que faliu.

PARA ONDE VAI UM TRILHÃO? O G-20, na propalada reunião de Londres (haverá nova reunião em Nova Iorque provavelmente no mês de setembro), anunciou uma contribuição de um trilhão de dólares contra a crise. Segundo o G-20, o dinheiro será administrado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e BIRD (Banco Mundial), os mesmos organismos multilaterais que ajudaram a orquestrar o Consenso de Washington. O presidente Lula parece que gostou da idéia e longe de mostrar-se pobre e problemático, disse: "o Brasil não vai agir como se fosse um paizinho pequeno, sem importância. Se o Brasil quiser ser grande, o Brasil tem cacife para colocar dinheiro para ajudar países pobres". Com quem pode, não se brinca!

ESTADOS UNIDOS: os EUA são o epicentro do terremoto financeiro. Causaram o problema com suas "subprimes" (créditos imobiliários de terceira categoria), contaminando sistematicamente o mercado e representam a maior esperança de solução da crise na medida em que resolverem seus próprios problemas. Barack Obama anunciou timidamente o que pode ser o maior sinal de mudança no norte das Américas: "a economia mundial se tornou refém do fato de que os Estados Unidos são consumidores vorazes e o motor do mundo". O que acontecerá com a economia chinesa se os Estados Unidos controlarem o seu consumo? Este é apenas um exemplo. A sequência, em dominó, pode ser imaginada.

NOTA FINAL: o relatório final do encontro do G-20 tem aspectos positivos. Há sincera preocupação em evitar crises futuras (isso também aconteceu em 1929), promete-se maior rigor no controle dos mercados financeiros, há sensível preocupação com os paraísos fiscais e houve a entrada em cena da OIT (Organização Internacional do Trabalho), a única agência tripartite (governo, trabalhadores e empresários) do conjunto da ONU, que poderá funcionar como uma espécie de freio à desordem social."




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