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UGT Press 600: Onda Populista em Expansão


13/03/2018

POPULISMO: segundo a Wikipédia, na América Latina, o termo “populismo” “é utilizado para designar um conjunto de práticas políticas que consiste no estabelecimento de uma relação direta entre as massas e uma liderança política (um líder carismático, como um caudilho, por exemplo) sem a mediação de instituições políticas representativas, como os partidos, ou até mesmo contra elas, e geralmente empregando uma retórica que apela para figuras difusas (“o povo”, “os oprimidos”, etc.). O Brasil conhece bem isso e, como exemplo, podemos citar “os descamisados” de Fernando Collor de Mello, aliás ele absurdamente ainda na política como senador e dizendo-se novamente candidato a presidente da República.

 

POPULISMO NO BRASIL: não é de hoje que convivemos com líderes populistas. Na América Latina, no século passado, alguns nomes sobressaíram: Getúlio Vargas, Lázaro Cárdenas e Juan Domingo Perón. Mais recentes Hugo Chávez e Evo Morales. Se Jair Bolsonaro ganhar as eleições no Brasil, tem tudo para se transformar num caudilho populista. No Brasil, há uma irresistível vocação para o endeusamento e a dualidade, sempre com uma profusão de nomes à esquerda ou à direita. Ainda agora, depois do heterodoxo processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff, assistimos à divisão da sociedade brasileira, de um lado a classe média e alta pedindo a condenação e prisão de Lula e, de outro, os movimentos sociais ungindo-o como o futuro candidato a presidente da República. E a corrupção continua andando à solta.

 

CARACTERÍSTICAS: segundo a maioria dos estudiosos, a característica básica do populismo é “o contato direto entre as massas urbanas e o líder carismático”. Em geral, esse líder dispensa a intermediação de partidos ou de “instituições estabelecidas”. Quando não, há um partido (ou partidos) de sustentação ou instituição (ou instituições) cooptada. Normalmente, há forma de aliciamento de segmentos populares (sindicatos, movimentos sociais ou massas manobráveis), sempre as de menor poder aquisitivo e de maior carência cultural ou educacional. Via de regra, há em seus governos alguns vieses econômicos de grande apelo (nacionalismo econômico, protecionismo, substituição de importações, assistencialismo, etc.). Também são comuns apelos de natureza moral (defesa dos bons costumes, da lei e da ordem, etc.). Essas características são praticáveis em repúblicas subdesenvolvidas politicamente, mas, em tempos modernos, estamos assistindo o populismo avançar em democracias muitos sólidas, como a americana.

 

DECLÍNIO DA DEMOCRACIA: a conceituada organização americana Freedom House, sediada em Washington e não partidária, apresentou o seu relatório anual, onde alertou sobre a situação da democracia no mundo. “A democracia está sob ataque e recua em todo o globo, uma crise que se intensificou à medida que os padrões democráticos dos Estados Unidos iam se deteriorando em ritmo acelerado” (Estadão, 19/01/2018). A construção da frase no passado é porque o relatório da Freedom House abrange 12 anos. “Pelo décimo segundo ano consecutivo, nossos pesquisadores constataram um declínio global da liberdade. Com os Estados Unidos enfraquecidos como líderes da democracia, os direitos básicos estão sob ameaça em todo o mundo” (idem, idem).

 

REVERTER A ONDA POPULISTA: ligeiramente mais otimista, a organização não governamental Human Rigths Watch (HRW), em seu relatório sobre 2017, crê que é possível reverter a “onda populista”. “O ano passado mostra que os direitos podem ser protegidos dos ataques populistas. O desafio agora é fortalecer essa defesa e reverter a onda populista”, declarou o diretor-executivo da HRW, Kenneth Roth (Folha de São Paulo, 18/01/2018). Há um raciocínio implícito no relatório, dando conta que Estados Unidos e Reino Unido aumentaram o isolacionismo e isso não foi compensado por outras potências como França e Alemanha. Sobre China e Rússia, o texto foi implacável: “Focados em suprimir qualquer possibilidade de protestos maciços contra a retração de suas economias e a corrupção generalizada, os presidentes Xi Jinping e Vladimir Putin têm agressivamente promovido uma agenda contra direitos nos fóruns multinacionais e forjado alianças mais fortes com governos repressivos” (idem, idem).




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