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UGT Press 582: Discussão sobre saúde pública


10/10/2017

SAÚDE PÚBLICA: desde a melhor organização dos governos e implantação das burocracias, com a adoção de impostos que resultam em recursos públicos generosos, a saúde pública tem sido uma preocupação. A Inglaterra implantou um sistema de saúde pública invejado. Os Estados Unidos, com seu individualismo exacerbado, optaram pelo seguro (em grupo, empresarial, aprovado em convenções coletivas ou individual sob o pagamento do interessado), mas isso deixou de fora boa parte da população pobre que não pode arcar com esses custos. A presença de Barack Obama na presidência americana trouxe de volta o debate e, dentro de suas limitadas possibilidades políticas, implantou um sistema de cobertor público que incluiu cerca de 20 milhões de pessoas. Apesar de insuficiente, seu sucessor, Donald Trump, faz de tudo para implodir o "Obamacare".

 

OBSTINAÇÃO: a obstinação do atual presidente americano, o histriônico Donald Trump, de acabar com um sistema parcial de saúde pública tem base ideológica sólida: é uma posição de direita, na qual cada um deve ser responsável por si mesmo, sem a ajuda de dinheiro público. Os recursos públicos têm outras funções. Não se sabe quais, pois há também gente da mesma orientação ideológica que defende a diminuição do tamanho do Estado, alegando que ele deve só cuidar de assuntos essenciais, entre os quais educação, saúde e segurança. No caso dos Estados Unidos não há fundamento ético para a defesa da posição de Trump, já que o país tem o maior orçamento militar do mundo e nada é mais abjeto do que gastar com armas ao invés de aplicar recursos públicos em seus cidadãos. Lá, há décadas, há uma obsessão com a diminuição de impostos que comprometem o funcionamento do Estado.

 

IMPASSE: a obstinação de Donald Trump tem sido barrada pela igual obstinação dos democratas, com o apoio de alguns republicanos, em manter o novo sistema. Há a percepção de que tem sido útil e é defensável do ponto de vista ético e moral. Na última semana de julho (26), numa votação no Senado dos Estados Unidos, as modificações propostas por Trump foram derrotadas por 55 a 45 votos. Foi a segunda derrota. Todavia, espera-se que alguns líderes republicanos tentem um caminho intermediário, reduzindo os benefícios do "Obamacare" e buscando apoio maior dentro de suas próprias bases. Trump segue insistindo e se utiliza das redes sociais até mesmo para atacar seus próprios companheiros. Estamos diante de um novo sistema de comunicação presidencial, no qual há o desprezo e a crítica aos sistemas tradicionais e o uso constante, diário, do Twitter, por exemplo. Aguardemos.

 

BRASIL: o Brasil tem recursos suficientes para a educação e saúde. Só são péssimas porque os governos, em geral ocupados por uma elite predadora e corrupta, descuida muito de suas obrigações básicas. Contudo, quando se discutiu a Constituinte, que culminou na Constituição Cidadã de 1988, foi implantado o SUS (Sistema Único de Saúde), já estudado por outros países e saudado como uma boa solução. Há recursos bastantes para esse sistema, mas eles se perdem no cipoal burocrático e nos desvios de objetivos, com predominância de uma medicina de diagnóstico extremamente técnica e cara. Há também corrupção e a maioria dos hospitais enfrentam dificuldades insuperáveis. Apesar disso, o país possui ilhas de excelência e alguns municípios conseguem oferecer uma saúde de qualidade a seus cidadãos. A ordem é aperfeiçoar o SUS, mas com os governos que temos, não é difícil um "gênio" imitar os Estados Unidos e nos levar a um esvaziamento da opção "saúde: um direito do cidadão". Imitar os americanos é uma das predileções brasileiras.

 

POVO IDIOTA? Estourou nas redes sociais brasileiras um post sob o título "Estudo Britânico revela que o povo brasileiro é o terceiro mais idiota do mundo". O assunto viralizou e, aparentemente, talvez em função do período de roubos e saques aos cofres públicos, a maioria concordou com o tal "estudo". Pesquisa rápida revela que o estudo "Perils of Percepcion" (perigos da percepção), de fato, apresenta o Brasil com a medalha de Bronze, à frente de México e Índia. O estudo existe e foi realizado pelo Instituto Ipsis MORI entre pessoas de 33 países e o Brasil contou com cerca de mil participantes voluntários. Esses voluntários responderam a um questionário de 12 perguntas. A pesquisa mostrou que a maioria dos brasileiros "não conhece bem os dados sobre o Brasil". Isso, claro, não quer dizer que somos idiotas (talvez só ignorantes). Mas, ao lermos as opiniões expressadas nas redes sociais, realmente estamos fazendo um esforço tremendo para chegar lá. 




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