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UGT Press 559: Captura de poder


22/05/2017

CREATIVE COMMONS: “Creative Commons” teve seu início em 2001 por iniciativa de alguns intelectuais da Universidade de Stanford. Tem apoio do Centro de Domínio Público. É uma forma de disponibilizar obras criativas sem as restrições tradicionais do instituto dos “Direitos Reservados”. Em geral, essas licenças apenas reiteram a necessidade de preservar o texto original e o respeito ao seu autor. Ou seja, evitar a apropriação indevida e não permitir a deformação do conteúdo. Já a partir de 2002 foi lançado o primeiro conjunto de “licenças copyright”, permitindo a livre manipulação, distribuição, compartilhamento e replicação dos textos. O “domínio público”, em geral, está regulado em legislações específicas e, normalmente, tem maior abrangência, atingindo livros, artigos, obras musicais, invenções e outros itens culturais. Estes podem ter uso comercial porque não submetidos a direitos patrimoniais exclusivos de pessoas físicas ou jurídicas. Não se confundem. O “Creative Commons” tem origem privada e se destina à ampliação do conhecimento científico.

 

LADISLAU DOWBOR: não é preciso ir longe para ter acesso às ideias originais, cuja discussão serve para compreender melhor o mundo em que vivemos. Se você for até à USP (Universidade de São Paulo) poderá conversar e ouvir o professor Ladislau Dowbor, um simpático e desconcertantemente simples pensador contemporâneo. O professor Dowbor, consultor das Nações Unidas, é autor de muitos estudos, artigos e teses que procuram explicar melhor as dimensões sociais, econômicas e políticas da atualidade. É dele um estudo sobre “a captura de poder pelo sistema corporativo”. Especializado em economia, autor de mais de uma dezena de livros sobre desenvolvimento econômico e social, o professor Dowbor é um dos membros da comunidade científica mundial que disponibiliza os seus textos em regime “Creative Commons”. O seu site é: www.dowbor.org

 

CAPTURA DE PODER: introdução do artigo do professor Ladislau Dowbor: “A expansão dos lobbies, a compra dos políticos, a invasão do judiciário, o controle dos sistemas de informação da sociedade e a manipulação do ensino acadêmico representam alguns dos instrumentos mais importantes da captura do poder político geral pelas grandes corporações...”. Seguem depois as onze páginas do artigo com informações arrepiantes sobre as diversas ações do conjunto de organizações que orquestra o poder mundial. No plano nacional, tratando, entre outros, também deste assunto, existe o “guia ilustrado da privatização da democracia no Brasil”, editado por Iiesp/Vigência/Oxfam. o relatório completo pode ser acessado no site: www.vigencia.org

 

NO BRASIL: O Creative Commons tem organização nacional e o coordenador no Brasil é o professor Eduardo Magrani, pesquisador do CTS/FGV, especializado em “democracia digital” e autor do livro “Democracia Conectada: a internet como ferramenta de engajamento político-democrático” (disponível no Creative Commons do Brasil – CC Brasil: @creativecommonsbr e http://creativecommons.org.br). O assunto ainda é pouco divulgado, mas há bastante coisa disponível e é possível estudar os mais diversos temas, tendo acesso a trabalhos de envergadura e de autores consagrados.

 

UGT APOIA: a União Geral dos Trabalhadores do Brasil, através de seu presidente Ricardo Patah, apoia essas iniciativas de disponibilização de conteúdo, especialmente para o benefício de organizações sociais e sindicais, cujos recursos limitados não permitem a contratação de estudos especializados de que tanto necessitam. Por exemplo, neste momento, quando há um ataque continental aos programas de previdência social, com a união de governos e empresários, olhando exclusivamente para a questão fiscal ou atuarial do problema, há necessidade de estudos que mostrem a falácia desses argumentos. Argumentos, na maior parte, de interesse do poder econômico mundial, expressados em programas do BID e BIRD (Bancos Interamericano e Mundial), sempre mais interessados na privatização dos sistemas do que, de fato, na solução sob o prisma dos direitos humanos. 




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