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Sem vacina, sem coleta: sindicatos paralisam Limpeza Urbana de São Paulo por 24 horas


10/06/2021

O SIEMACO São Paulo e o STERIIISP, sindicatos que respectivamente representam os trabalhadores e trabalhadoras da Limpeza Urbana e os motoristas da categoria na capital, se uniram ontem para expressar total indignação pela não vacinação dos 17,5 mil profissionais das duas categorias, que desde o início da pandemia, há mais de um a ano e meio, nunca interromperam as atividades, consideras essenciais à sociedade.

 

Depois de esgotar todas as possibilidades de diálogo, os trabalhadores(as) cruzaram os braços por 24 horas e fizeram um protesto sanitário pelos serviços de coleta de lixo e varrição nas ruas da cidade na manhã desta terça-feira (08), em frente da Prefeitura Municipal de São Paulo. Desde as primeiras horas da madrugada, dirigentes, diretores e assessores percorreram várias garagens e alojamentos, mobilizando a categoria. Os turnos da manhã, tarde e noite aderiram à paralisação. 

 

A medida enérgica foi a única forma encontrada para chamar a atenção da população e das autoridades, visto que, por diversas vezes, o SIEMACO São Paulo e o STERIIISP tentaram o caminho do diálogo com todos os órgãos responsáveis, buscando a vacinação imediata das categorias.

 

Além da reunião realizada nesta segunda-feira (07), com a secretária estadual de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen da Silva, sem sucesso, foram protocolados pedidos ao governador João Doria Júnior, ao então prefeito Bruno Covas, à Secretaria Municipal de Saúde, à Câmara Municipal de São Paulo e diretamente à Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb). Porém sem que houvesse uma resposta sequer aos pedidos destas entidades sindicais. Uma demonstração de descaso total com esses trabalhadores e trabalhadoras que tanto fazem pela nossa cidade e pelos paulistanos.

 

O risco de contágio na Limpeza Urbana é alto, por conta da forma de trabalho exercida por esses profissionais, seja na varrição das ruas, dentro dos caminhões de coleta, no recolhimento de grande quantidade de lixo infectado e outros postos de trabalho que, consequentemente, os deixam expostos diretamente ao vírus. Levantamento recente aponta que cerca de 2 mil trabalhadores(as) se infectaram e 50 morreram vítimas da covid-19.

 

“É justo que as categorias que estão entre as que mais se expõem, em nome da saúde de todos os paulistanos, sejam colocadas imediatamente na prioridade da vacinação contra a covid-19. Esses trabalhadores e trabalhadoras atuam incessantemente, inclusive nos momentos mais críticos desta grave crise de saúde pública, colocando suas vidas e de seus familiares em risco, oferecendo um serviço essencial para o controle da pandemia em toda a sociedade e contribuindo diretamente para a redução dos índices de contágio desta doença”, disse André Santos Filho, presidente do SIEMACO São Paulo.

 

O SIEMACO-SP e o STERIIISP aguardam um retorno dos órgãos responsáveis, com uma resposta positiva para a vacinação das categorias. Caso não haja prioridade, uma nova paralisação não está descartada. 

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*Texto: Comunicação SIEMACO-SP; Fotos: Alexandre de Paulo e divulgação SIEMACO-SP  




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