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Comerciários de São Paulo realizam ação de combate a fome


07/04/2021

O Sindicato dos Comerciários de São Paulo, em uma ação solidária de combate efetivo a fome fechou parceria com o supermercado Makro para a doação de 1500 quilos de alimentos.

A Parceria foi firmada por José Gonzaga da Cruz, vice-presidente do Sindicato, que vê na ação uma oportunidade de ajudar a matar a fome de quem, neste momento tão difícil, necessita levar para a casa o “pão nosso de cada dia”. 

“É inadmissível a gente ver um país tão rico como o Brasil numa situação como essa, mas com muito trabalho e fé em Deus iremos superar esse período e nos fortalecer rumo a um futuro melhor para todos”, explicou Gonzaga.

Esse mantimento será encaminhado para a CUFA (Central Única das Favelas), que foi criada a partir da união entre jovens de várias favelas e fará a distribuição para as famílias mais necessitadas.

Segundo Ricardo Patah, presidente do Sindicato, ao longo dos 80 anos do Sindicato, a instituição sempre realizou ações de arrecadação e distribuição de mantimentos para famílias necessitadas, contudo neste momento a condição de miséria absoluta e falta de alimentação se propagou em milhares de lares de São Paulo de diversas regiões do Brasil.

“As ações de combate a fome, que o Sindicato realizava pontualmente, agora precisam ser constantes, diárias e ininterruptas, pois a fome não espera”, desabafa Patah.

Para o sindicalista, em todas as capitais do mundo é possível presenciar pessoas sobrevivendo da realização de alguma atividade exercida nos semáforos, mas há muito tempo não se via tanta gente com papelão na mão pedindo ajuda para comer. “É uma situação dramática”.

Ricardo Patah atribui essa situação a um conjunto de fatores que vão desde a reforma trabalhista, que ao invés de gerar empregos precarizou as relações de trabalho, legalizando o trabalho intermitente, a operação Lava Jato, que com o argumento de combater a corrupção quebrou empresas e paralisou obras em todo o Brasil, causando cerca de cinco a sete milhões de desempregados, segundo dados do economista Luiz Gonzaga Belluzzo e a pandemia, que forçou medidas de distanciamento social, fomentou a desigualdade e escancarou a incompetência do governo federal em gerir esta crise.

Para o presidente do Sindicato dos Comerciários neste momento em que a população precisa cuidar da sua saúde, ficando em casa e respeitando as medidas sanitárias, o Governo Federal precisaria tomar a frente da situação e ajudas as pessoas a ficarem em casa com um auxílio emergencial decente, assim como deveria ajudar os empresários para que seus estabelecimentos não fechem as portas definitivamente. 

“A inércia do Governo Federal e o conjunto de políticas desastrosas fez a fome no nosso país aumentar. Agora estão distribuindo um auxílio emergencial de R$200, o que não chega a metade de uma cesta básica em São Paulo, que é R$ 639,47, segundo dados do DIEESE de fevereiro desse ano, para piorar temos um presidente que rema contra a vacinação em massa, manda a população para a rua a base de remédios ineficazes e ainda coloca a culpa do seu fracasso em governadores e prefeitos”, explicou.

“O sindicato continuará a realizar ações com empresas para enfrentar a pandemia e combater a fome!”, concluiu Ricardo.




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