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Indústria cresce acima do patamar pré-pandemia, mas no acumulado do ano o crescimento ainda está negativo


03/12/2020

A produção da indústria nacional cresceu pelo sexto mês seguido em outubro e registrou alta de 1,1% na comparação com setembro. Com o resultado acumulado de 39% em seis meses, o setor está 1,4% acima do patamar de fevereiro, antes da pandemia de Covid-19. Mas, no acumulado do ano a produção encontra-se negativa (-6,3%). O acumulado dos últimos 12 meses é de -5,6%. Em relação a outubro de 2019, a alta é de 0,3%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje (2) pelo IBGE.

 

Das quatro grandes categorias econômicas de setembro para outubro apresentaram crescimento :

 

Bens de Capital (7%) .

 

Bens de consumo duráveis (1,4%).

 

Ambas marcaram o sexto mês seguido de expansão na produção, com acumulados de 111,5% e 506,7%, respectivamente.

 

Tiveram resultados negativos:

 

Bens intermediários (-0,2%)

 

Bens de consumo semi e não duráveis (-0,1%)

 

Ambas interrompendo cinco meses consecutivos de crescimento na produção, com ganhos acumulados de 26,6% e 30,4%, respectivamente.

 

O gerente da pesquisa, André Macedo, destaca que o crescimento de outubro refletiu um comportamento diferente dos últimos meses, quando os avanços eram disseminados entre os ramos. Desta vez, 15 dos 26 ramos pesquisados mostraram alta na produção, contra 22 das 26 de setembro. Para o economista, o efeito da pandemia foi evidente no setor, principalmente nos meses de março e abril, com medidas de distanciamento social mais rigorosas.

 

“Mesmo com essa sequência de altas e a recuperação ao patamar de fevereiro, o acumulado do ano ainda é negativo”, explica Macedo. Na comparação com o nível recorde de produção, alcançado em maio de 2011, a indústria ainda se encontra 14,9% abaixo do pico.

 

Setor de veículos cresce 1.075,8% em seis meses, mas não recuperam pandemia

 

Entre as atividades, a influência mais relevante na passagem de setembro para outubro foi de Veículos automotores, reboques e carrocerias, com alta de 4,7%. Muito prejudicado nos meses críticos da pandemia, o ramo acumulou expansão de 1.075,8% nos últimos seis meses, mas ainda assim se encontra 9,1% abaixo do patamar de fevereiro. “As perdas foram muito acentuadas em março e abril”, ressalta Macedo.

 

Outros ramos com influência positiva no resultado do mês na indústria foram Metalurgia (3,1%), Produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,5%), Máquinas e equipamentos (2,2%), Produtos de metal (2,8%), Couro, artigos para viagem e calçados (5,7%), Produtos de minerais não metálicos (2,3%), Confecção de artigos do vestuário e acessórios (5,0%) e Produtos de borracha e de material plástico (2,1%).

 

Dentre as onze atividades que tiveram queda, os principais impactos negativos foram Produtos alimentícios (-2,8%), que vinha de três meses de altas seguidas com acumulado de 4,3%).Também contribuíram negativamente o setor de Indústrias extrativas (-2,4%), segundo mês de queda seguido, acumulando perda de 7,0%. Outros recuos relevantes: Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,2%), Produtos do fumo (-18,7%) e Outros produtos químicos (-2,3%).

 

Com dias úteis a menos, outubro cresce 0,3% contra outubro de 2019

 

Na comparação com outubro de 2019, o setor industrial mostrou avanço de 0,3%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 16 dos 26 ramos, 45 dos 79 grupos e 50,8% dos 805 produtos pesquisados, mesmo com outubro de 2020 tendo dois dias úteis a menos do que outubro do ano anterior.

 

Entre as atividades, destacam-se as influências positivas de Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (7,2%), Máquinas e equipamentos (9,4%), Bebidas (9,9%) e Produtos de minerais não metálicos (9,8%) e negativas de Veículos automotores, reboques e carrocerias (-14,6%) e Indústrias extrativas (-6,0%).

 

Já no que diz respeito às grandes categorias econômicas, Bens intermediários (3,2%) registrou o avanço mais acentuado de outubro de 2020 contra outubro de 2019. Bens de capital (2,1%) também registrou taxa positiva. Já os segmentos de Bens de consumo duráveis (-8,3%) e de Bens de consumo semi e não duráveis (-3,4%) tiveram queda.

 

IBGE




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