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ARTIGOS



A crise financeira e o consumo popular


17/02/2009



Marcos Afonso de Oliveira

Baseada em estudos técnicos e científicos a agência noticiosa do governo federal noticia de que o desemprego vem se constituindo numa ameaça real ao consumo popular. Para quem milita no movimento sindical isso não é nenhuma novidade. Aliás, o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando atuava na política sindical e, posteriormente na partidária com a formação do PT, era um ferrenho defensor da idéia de que se o trabalhador está desempregado, automaticamente não tem renda e por conseqüência não pode gastar. Teoria lógica que qualquer criança sabe quando sonha ganhar um pressente e não o tem, porque o pai alega falta do vil metal.

Segundo o estudo, em tempo de desaquecimento da economia, o que mais assusta os estratos sociais emergentes é a ameaça de desemprego e seguida da perda do poder de compra. Para as classes econômicas C e D, a manutenção do emprego é a garantia de que haverá renda para pagar dívidas e de que será possível continuar consumindo, especialmente bens duráveis como aparelho de TV, computador, telefone celular ou forno de microondas. Infelizmente esses preceitos são desconhecidos pela classe empresarial que insiste em promover dispensa em massa de funcionários. Ou talvez saiba, mas age dessa forma com o objetivo de reduzir os custos e aumentar seus lucros. Mesmo assim não tem a menor lógica.

A UGT (União Geral dos Trabalhadores) vem defendendo ações imediatas e firmes em defesa do emprego, dos salários, da estabilidade monetária, do crescimento e do desenvolvimento sustentável. Em virtude dessa rápida difusão para o mundo, cada vez mais interconectado e interdependente, a crise mundial demanda uma série de procedimentos em caráter emergencial. Não se pode esquecer, em hipótese alguma que o trabalhador é a verdadeira vítima de tal crise. Portanto, não cabe a ele pagar pelo ônus através de medidas antipáticas e injustas, como a perda de seus direitos trabalhistas(empregos e salários). Isso e outras informações o próprio presidente Lula e seus ministros ligados às áreas do trabalho e economia, tem conhecimento.

No Brasil, quando as vendas caem e a empresa começa a entrar em crise, a primeira medida tomada pela direção é o corte das despesas. E começa logo na área de produção. Numa família de classes média e baixa não é diferente. Quando o cabeça " da casa perde o emprego, adota-se o mesmo modelo dos empresários, lógico que em menores proporções. Mas essa família corta os gastos de forma radical. Até porque, não se sabe até quando vai perdurar a crise. Assim sendo, aquela família que poderia estar usando parte de sua receita na compra de bens duráveis ou até proceder uma reforma no imóvel, deixa de fazer. Agora imaginem quantas milhares de famílias se encontram, por esse Brasil altaneiro, nesse regime de contenção de gastos.

Esse procedimento adotado parece mais aquele médico que ao diagnosticar um paciente com dores e febre alta, resolve receitar um analgésico e um antitérmico quando, na realidade, deveria pedir exames laboratoriais para chegar às causas do problema. Isso posto, a UGT defende que é necessária a adoção de medidas de caráter estrutural, de médio e longo prazo, para defender os trabalhadores, a economia nacional, a estabilidade e o desenvolvimento sustentável.

Marcos Afonso de Oliveira é Secretário Nacional de Divulgação e Comunicação da UGT."




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