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ARTIGOS

Enilson Simões de Moura
Vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores


Bolsonaro, a face do populismo fascista


08/09/2021

Não foram poucos, mas foram quase todos. Os Bolsonaristas foram às ruas com o que tinham. PMs foram praticamente intimados, ruralistas levaram seus caminhões, evangélicos foram ameaçados por um apocalipse e os camisas amarelas, nova versão dos camisas negras, iriam de qualquer jeito. 

Esse é o real tamanho de Bolsonaro. Suficiente para fazer barulho, mas pouquíssimo para um golpe. 

O presidente é um populista na melhor herança do fascismo. Aceita a democracia, dela participa apenas para destruí-la impiedosamente com os olhares complacentes do “mercado” que não se importa com a cidadania, florestas, povos originários, negros... Só querem o lucro movidos que são pela pulsão de morte. Sim, a curto prazo lucram, mas, no longo vão perder como todos nós. 

O populismo diz falar em nome de um povo único. Bolsonaro sabe que não representa mais do que 15% da população, mas essa quantidade lhe é suficiente para bater seus tambores do ódio e entender que seus seguidores expressam a vontade popular como um todo.  Para ele a democracia não passa da manifestação de seus próprios desejos perversos. 

Um populista como Bolsonaro diz falar em nome do povo – aqueles 15% - que, para ele, são os substitutos dos cidadãos que anseiam por direitos humanos como moradia, saúde, educação, meio ambiente e segurança. 

O populismo precisa de um líder carismático e messiânico para se completar. Bolsonaro não é nada disso, o “mito” não passa de um simulacro, uma farsa que só sobrevive no meio de gente tão troglodita e idiotizada quanto ele próprio. 

O populismo bolsonarista tenta inventar um povo unido e fictício para ser liderado e personificado por seus dirigentes autoritários e pusilânimes. Precisam desesperadamente de um inimigo para apontar o dedo e dizer que são contra a democracia e as liberdades quando, na verdade, esse inimigo são eles próprios. 

Bolsonaro e seus seguidores representam tudo o que dizem não gostar como as mentiras nas redes sociais e conspirações internas e externas contra a nação. Trabalham com o ressentimento e, como afirma Borges, promovem a repressão, a servidão e a crueldade, mas o mais abominável é que promovem a idiotice. Procuram transformar a política em mentira e a realidade em melodrama (ou mimimi) e tudo vira ficção narrativa. 

No momento em que escrevo estas linhas ouço o bater de panelas, gritos de “Fora Bolsonaro!” e “Fora Fascista Genocida!” entre outras palavras de ordem. 

Se queremos que a democracia sobreviva para nós, nossos filhos e netos, devemos enfrentar o fascismo populista. É preciso que as instituições reajam e façam também a sua parte.

Lembro-me que eles sequer são muitos e, pior ainda, não podem voar nas asas da liberdade que guia aqueles que entendem o 7 de setembro como um dia de festejo da liberdade. 




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