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Secretário Nacional Adjunto de Meio Ambiente e Sustentabilidade da UGT Destaca Avanços e Desafios dos Trabalhadores na Cúpula Sindical Pré COP30


27/03/2025

Na manhã desta quarta-feira (26/03), durante a Cúpula Sindical Pré COP30, com o tema “Trabalho Decente na Crise Climática”, promovida pela ICM Internacional de Trabalhadores da Construção e da Madeira e demais organizações sindicais nacionais e internacionais, o Secretário Nacional Adjunto de Meio Ambiente e Sustentabilidade da UGT, Renato Fernandes Pereira, fez um pronunciamento importante sobre os desafios e os avanços dos trabalhadores no contexto das negociações climáticas globais. O evento contou com a participação de representantes das centrais sindicais e organizações de trabalhadores de diversos setores, sendo um importante passo para a preparação da 30ª Conferência das Partes (COP30) da ONU.


Em sua fala, o Secretário iniciou agradecendo a presença de todos e todas no evento, com um destaque especial aos companheiros da mesa, o Presidente Nacional da UGT, Ricardo Patah, e o Secretário Titular da Pasta de Meio Ambiente da UGT Nacional, Zé Francisco (UGT Pará). Renato também expressou sua gratidão pela oportunidade de participar de um evento tão significativo, que discutiu questões cruciais para a sustentabilidade e os direitos dos trabalhadores.


Avanços e Desafios nas COPs

Renato Fernandes Pereira enfatizou os avanços dos trabalhadores no decorrer das Conferências das Partes (COPs), apontando os desafios que ainda persistem na implementação das INDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas) e as implicações disso para o trabalho decente e sustentável. Ele reconheceu a importância dos eventos sindicais como esse, ressaltando o papel vital das centrais, como a UGT, na capacitação e mobilização dos trabalhadores para abraçar bandeiras fundamentais, como a Transição Justa, Empregos Verdes e Trabalho Decente.


Ações das Centrais Sindicais e o Papel da UGT

Em sua intervenção, o Secretário destacou a relevância de eventos como a Cúpula Sindical, promovidos pelas centrais sindicais, como a UGT, que, em parceria com várias organizações, tem trabalhado incansavelmente para capacitar trabalhadores de diversos segmentos, a fim de que eles se apropriem das bandeiras sindicais e possam atuar de forma mais efetiva na implementação de políticas públicas que garantam a justiça social e ambiental.


Entretanto, Renato Fernandes Pereira foi enfático ao alertar que algumas empresas têm se apropriado indevidamente das bandeiras, como a Transição Justa e o Trabalho Decente, para usá-las como ferramentas de marketing e vantagens competitivas para seus negócios, sem, contudo, implementar as práticas que preconizam nas conferências internacionais. Para ele, essa distorção compromete os avanços que os trabalhadores conquistaram ao longo dos anos e prejudica os objetivos de sustentabilidade e justiça social.


Financiamento e Representatividade

Outro ponto destacado pelo Secretário foi a dificuldade de acesso aos financiamentos para ações ambientais e de capacitação. Renato Fernandes Pereira ressaltou a importância de garantir que os recursos provenientes de fundos nacionais e internacionais cheguem de fato aos projetos, principalmente aqueles voltados para a educação ambiental e a capacitação dos trabalhadores.


O Secretário também enfatizou a importância da representatividade da UGT nos diversos fóruns e conselhos ambientais, como os Conselhos de Trabalhadores e as Secretarias de Estado e Trabalho em todo o Brasil. Para ele, a presença dos trabalhadores nesses espaços é fundamental para que seus direitos sejam garantidos, e para assegurar que as bandeiras levantadas nas COPs, ao longo dos anos, não se percam. "O futuro dos trabalhadores parte da visão que é necessário, que esse seja visto como parte da solução para a crise climática e a transição justa", afirmou.


Perspectivas para a COP30

Para finalizar, Renato Fernandes Pereira destacou que todo o trabalho realizado pelas centrais sindicais e organizações de trabalhadores terá um impacto direto no sucesso do acordo a ser realizado na COP30, que se aproxima. A expectativa é que, no acordo final, tanto os povos originários quanto os trabalhadores, sem excluir outros grupos, se sintam devidamente representados em seus respectivos lugares de fala. O objetivo é garantir que, além das questões ambientais, os direitos dos trabalhadores também sejam assegurados em qualquer negociação ou tratado que venha a ser firmado.


O evento foi um marco importante na preparação para a COP30 e reforçou a importância de unir esforços entre governos, organizações internacionais e, principalmente, os trabalhadores, para garantir um futuro sustentável e justo para todos.






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