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JUROS: no mês de março, o Banco Central cortou 1,5% na taxa básica de juros, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), deixando, em termos reais, a taxa em 6,5%. Continuaram sendo os juros mais altos do mundo, somente atrás da Hungria (6,5%), Argentina e China (4,3%) e Turquia (3,5%). A média de juros atuais, considerando cerca de 40 países, não chega a 1% anual e, em metade desses países, os juros são negativos. Estados Unidos, Europa e Japão caminham para uma política de empréstimos praticamente sem custos para o tomador.

FUTURO: apesar de ser uma derrubada importante, o Brasil dificilmente escapará de uma recessão em 2009, afirma o economista da FIESP, Afonso Celso Pastore. Ele acredita porém, que essa baixa só será sentida pela economia nos próximos meses. Também Alexandre Schwartzman, economista-chefe do banco Santander, não acredita que possa haver reação imediata no mercado. Como se vê, há um esforço para baixar os juros e os efeitos só serão sentidos em médio prazo, quando outras medidas talvez já tenham sido tomadas.

TAXA SELIC: a taxa Selic não molda os juros praticados pelo mercado. No mercado vigora a lei do mais forte. Há anos, no Brasil vêm sendo praticados juros escandalosos. O comércio tem preços muito elevados para vendas a prazo
os juros do cheque especial (modalidade muito ao gosto do brasileiro) batem em quase 10% ao mês
as empresas de cartões de crédito cobram mais da metade disso e os industriais, em março, para descontar suas duplicatas, estavam pagando juros de aproximadamente 3% ao mês. Embora o presidente Lula tenha determinado um esforço dos bancos oficiais (CEF e BB), nesses estabelecimentos os juros passam de 2% ao mês. Como fugir dessas práticas que se arraigaram na economia brasileira e que deixam a vida do brasileiro mais cara?

PIB: o corte de 1,5% nos juros em março foi decorrência do susto provocado pelo encolhimento do Produto Interno Bruto no último trimestre de 2008. No melhor ano dos últimos tempos, o último trimestre acendeu a luz vermelha e apontou para um ano especialmente difícil em 2009. Como estamos terminando o primeiro trimestre, a medida da economia nos primeiros três meses do ano será fundamental para se ter uma idéia do que vem por aí. As notícias são conflitantes e desencontradas, às vezes boas e às vezes más. Não há bola de cristal, os índices de desemprego vão mostrar o que está acontecendo e, por enquanto, eles estão subindo.




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