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UGT Press 540: Problemas desafiadores


31/01/2017

BABYBOOM: normalmente, a expressão é usada em explosões demográficas específicas ou claramente identificada. O termo "baby boomer" refere-se às pessoas nascidas na Europa, Estados Unidos, Canadá e Austrália, entre 1946 e 1964, nos primeiros 18 anos após a Segunda Grande Guerra Mundial. Essa geração entrou no terceiro milênio fazendo entre 53 e 70 anos de idade. Em 2017, uma boa parte estará com 71 anos. Essa faixa etária tem aumentado muito, em geral dentro do próprio fenômeno de envelhecimento das populações, um fato que está ocorrendo com mais intensidade nos países desenvolvidos, mas também em nações novas, situadas nos trópicos ou no sul do planeta. China e Índia, juntas, possuem cerca de um terço da população mundial.

 

DEMOGRAFIA:depois dos recenseamentos, que se generalizaram a partir do século 19, sabe-se quais foram os grandes saltos populacionais. Assim, tínhamos de 1 a 2 bilhões de pessoas entre 1850 e 1925; de 2 a 3 bilhões de pessoas entre 1925 e 1962; de 3 a 4 bilhões de pessoas entre 1962 e 1975; de 4 a 5 bilhões de pessoas entre 1975 e 1985; de 5 a 6 bilhões de pessoas entre 1985 e 1994; de 6 a 7 bilhões de pessoas entre 1994 e 2011. Portanto, em termos históricos, a explosão populacional da Terra ocorreu no século 20. Para completar o primeiro bilhão, a partir de 1850, levamos 74 anos; já para o último bilhão, entre 1994 e 2011, foram precisos somente 16 anos, este já com espaçamento maior em relação ao bilhão anterior (5 anos). Acredita-se que, deste século ou milênio para a frente, a tendência será diminuírem as taxas de natalidade.

 

TEORIA MALTHUSIANA: Thomas Robert Malthus (1766/1834) foi um economista britânico importante, sendo considerado o pai da demografia. Expôs suas principais ideias em dois livros, aos quais denominou "Primeiro Ensaio" (1798) e "Segundo Ensaio" (1803). Escreveu outros trabalhos. Foi muito influente em seu tempo. Em tese, a principal teoria de Malthus era assustadora: enquanto a população mundial crescia geometricamente, a produção de alimentos crescia aritmeticamente e este descompasso provocaria um surto incontrolável de fome e guerras. Defendia o controle do crescimento populacional.  Ignorou os benefícios da industrialização, do progresso tecnológico e do aumento da produtividade no campo, que contribuíram para o crescimento da oferta de alimentos. Evitada a tragédia malthusiana, o mundo agora se depara com duas situações dramáticas, o desemprego tecnológico e o envelhecimento da população.

 

DESEMPREGO TECNOLÓGICO: há vários estudos a respeito do desemprego tecnológico. Grosso modo, em tese, há duas opiniões divergentes: uma alarmante, afirmando que o desemprego tecnológico vai crescer cada vez mais e provocar aceleradamente a diminuição dos postos de trabalho, com mudanças dramáticas na economia mundial; e outra mais otimista que, embora admitindo a existência do desemprego tecnológico, acredita que haverá mudanças sim, porém positivas, com aparecimento de novos setores e novas profissões, decorrentes exatamente da expansão tecnológica. Não é o que temos visto e estudos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) alertam para os perigos desse período de transição, onde os novos empregos não têm sido suficientes para compensar a perda dos postos de trabalho. Enfim, o desemprego tecnológico cresce.

 

ENVELHECIMENTO DA POPULAÇÃO: junto com o crescimento do desemprego, há o envelhecimento das populações. Isso demanda mais recursos para os sistemas de previdência, incluindo agora a necessidade de proteção aos velhos. Sabe-se que os sistemas tributários precisam ser reformados para conter as medidas que reservem recursos para a educação das crianças e jovens, manutenção dos sistemas previdenciários e proteção às pessoas de mais idade. O que assusta é a morosidade dos governos em buscar as soluções para esses problemas todos. Faltam estadistas com visão de futuro e, em países como o Brasil, com alto índice de corrupção e governos falidos, certamente vai demorar ainda mais até existir alguma medida concreta, não contemporizadora ou paliativa, que resolvam tais situações. É neste contexto que devem atuar os sindicatos de trabalhadores e entidades empresariais. 




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