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UGT Press 539: Concentração no trabalho


24/01/2017

FERRAMENTAS DE COMUNICAÇÃO: começam a surgir, cada vez mais numerosas e variadas, teses e estudos que alertam sobre os perigos no uso das ferramentas de comunicação, em geral com grande potencial para reduzir a atenção e aumentar a distração das pessoas. Esses estudos e teses chamam atenção para a necessidade de concentração dos trabalhadores para evitar os perigos da onipresença avassaladora do uso desses meios modernos de interação entre pessoas, principalmente dos jovens, muitos deles ainda aprendizes, que lhes destinam especial veneração. Envolvem-se voluntariamente e ficam fascinados pelas opções eletrônicas. Hoje, internet, WhatsApp e assemelhados, Twitter, Facebook e toda uma gama de aplicativos para diversos usos, culminando com a existência das redes sociais, tudo ao alcance das mãos através dos smartphones e PCs, constituindo-se nas chamadas "tecnologias de comunicação". Elas conspiram para a redução do poder de concentração e, consequentemente, promovem a redução da produtividade. Acidentes de trabalho (e de trânsito) também são contabilizados em função do uso dessas tecnologias. Já há grande preocupação das empresas e elas procuram orientar seus trabalhadores para evitar as chamadas "distrações eletrônicas".

 

TERMINOLOGIA: ao abordar o tema (10/01), a Folha de São Paulo utilizou o termo "deep work", trabalho profundo, originalmente utilizado pelo americano Cal Newport, da Universidade de Georgetown, estudioso dos impactos dessas tecnologias no trabalho, algo que, segundo ele, "transformou em caos a atenção dos trabalhadores... As redes sociais e a tendência geral à hiperconectividade estão prejudicando carreiras e impedindo o sucesso e a excelência profissional” (Folha, Equilíbrio, 10/01). Dora Góes, psicóloga do Programa de Dependências Tecnológicas do Hospital das Clínicas da USP, comunga das mesmas ideias e acrescenta: "Essa história de cérebro multitarefa não existe. Se estou fazendo várias coisas, haverá foco maior em uma delas e as outras ficarão deficitárias. Mas, achamos que damos conta" (idem, idem). Daí surge outro termo: "Atenção Residual", que segundo Newport, significa que conforme alternamos entre as atividades, uma parcela de nossa atenção acaba permanecendo na tarefa original. Em outras palavras, se você vai dar atenção a outra coisa (um aviso de WhatsApp, por exemplo), com certeza vai prejudicar a tarefa em andamento. Newport escreveu um artigo para o New York Times, cujo título diz tudo: "Abandone as redes sociais, sua carreira pode depender disso"

 

UGTPRESS Nº 0521: em 13 de setembro do ano passado, este espaço dedicou especial atenção à discussão do tema "amnésia digital", no qual especialistas opinavam sobre o possível comprometimento da memória na utilização das ferramentas de pesquisa, tipo Google e outras. Ali concluímos: "É falácia dizer que a utilização de computadores pode embotar a mente das pessoas, limitando-as em relação ao conhecimento. Pelo contrário. Com os modernos meios de informação e comunicação, o homem teve acesso a maior soma de dados e de conhecimentos, inigualável e incomparável, e isto sem dúvida representou ganhos importantes para melhor utilização do potencial do cérebro humano. Por favor, não confundir a busca por informações e conhecimentos com mensagens de WhatsApp e outras". Aqui, agora, o que estamos constatando é o comprometimento da produtividade e a existência de acidentes de trabalho, em função do uso indiscriminado das modernas tecnologias de comunicação, com evidente desperdício de tempo e atenção no trabalho.

 

CONSELHOS: há uma série de "conselhos" para evitar o distanciamento das funções produtivas (ou, em outras palavras, da obrigação do trabalho): envolva-se profundamente em suas tarefas, isolando-se de tecnologias que as comprometam (deep work); nos tempos ociosos ou em horário pré-determinado, dedique-se a olhar suas mensagens ou a responder seus e-mails, sempre fora da jornada de trabalho; organize o seu dia de forma a ter tempo para fazer o que gosta, porém sem comprometer o essencial que é o seu emprego; meça e identifique o tempo que você gasta nas redes sociais, verificando rigorosamente sua utilidade (talvez seja o caso de abandoná-las); crie filtros para impedir que as pessoas cheguem facilmente até você através das tecnologias digitais, pois quem não tem o que fazer, em geral, fica bombardeando os amigos com mensagens inúteis; proteja, de forma rigorosa, sua função profissional de onde você tira sua renda, sem a qual, certamente, não teria acesso a esses equipamentos sofisticados. Enfim, simplifique a vida e encontre tempo para você. Existe vida inteligente fora das redes sociais! 




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