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UGT Press 538: Barack Hussein Obama: Legado


19/01/2017

PRESIDENTE NEGRO: no início de seu primeiro mandato, Barack Obama precisou de paciência para suportar as críticas e as piadas a seu respeito. Estas pululavam como cogumelos na imprensa e redes sociais americanas. Dizia-se até que os Estados Unidos jamais viriam a ter novo presidente negro, tal a soma de trapalhadas que seriam produzidas pela Casa Branca. Talvez o presidente que se despede com dois mandatos (sim, ele foi reeleito) tivesse a autoconfiança necessária para virar o jogo. Confiou no tempo e agora sai incensado pela mídia e com popularidade que beira os 50%. É muito cedo ainda para julgar o seu legado, mas ele tem se esforçado para apresentá-lo da melhor maneira ao povo americano.

 

ULTIMOS DIAS: parecendo um atleta disputando uma maratona, sua estratégia foi aproveitar o máximo possível do momento de despedida. Andou muito, concedeu diversas entrevistas, fez um memorável discurso de despedida em sua Chicago. Sua esposa também participou desse périplo e apareceu muito ao seu lado e em importantes programas de TV, como o da Oprah Winfrey e Tonight Show da NBC. Toda essa visibilidade do casal Obama foi milimetricamente planejada e resultou na mais rumorosa e espetacular despedida de um presidente americano de seu cargo. Tão ruidosa, a ponto de David Gergen, diretor do Centro de Liderança da Escola Kennedy (Universidade de Harvard) ter dito: "Não me recordo de outra saída presidencial que tenha sido tão orquestrada e exagerada quanto essa" (Folha, 12/01). Exagerada ou não, foi eficiente. Barack Obama deverá permanecer por bom tempo na memória dos americanos.

 

REPERCUSSÃO: David Blight, professor de História da Universidade de Yale: "Visto que os americanos estão agora, e num futuro previsível, extremamente divididos politicamente, a presidência do presidente Obama terá durante algum tempo, no mínimo, legados duais. A direita continuará a lembrar dele e a usá-lo como modelo favorito de um Estado grande e progressista e como objeto de seu ressentimento racial. Outros, especialmente os liberais, se lembrarão dele como o maior expoente do Primeiro Americano (como presidente negro), e como um líder político às vezes reticente, mas sempre profundamente sério, inclusive brilhante, em uma época de problemas intratáveis. Mas no renascimento depois da Grande Recessão, na imigração, no acesso à saúde, nos direitos dos homossexuais, talvez no controle de armas e, certamente, na mudança climática, Obama terá um legado duradouro e transformador. Devemos dizer também que talvez nenhum presidente de grande importância desde Lincoln (talvez Franklin Roosevelt) enfrentou uma oposição tão feroz e implacável. Durante a maior parte do tempo, lidou com os ataques da direita com uma graça que não mereciam". A opinião do professor Bligth foi elaborada a pedido do jornal espanhol El País. Há muitas opiniões, mas optamos por esta porque ela oferece os dois lados do atual espectro político americano.

 

DISCURSOS: além de ser o primeiro negro a presidir os Estados Unidos e sofrer a mais obstinada e cruel oposição do Partido Republicano, Obama foi capaz de produzir verdadeiras obras primas em seus discursos. Inegavelmente, em décadas, é o melhor orador a ocupar a Casa Branca. Entre os discursos que serão lembrados, certamente estará aquele que ele fez em 2004, na Convenção do Partido Democrata, quando se apresentou de maneira brilhante e inesquecível ao povo americano. Há outros, a saber: Cairo em 2009, quando fez um apelo de paz ao mundo muçulmano; Oslo, 2009, quando recebeu o Prêmio Nobel da Paz; Selma em 2015, sobre racismo quando atravessou com a família a ponte sobre o rio Alabama; Charleston 2015, em cerimônia religiosa, falando sobre mortos no confronto racial; Havana 2016, sobre a longa separação entre Cuba e Estados Unidos, quando utilizou a metáfora dos irmãos que, embora com o mesmo sangue, viveram separados durante longo tempo; e o último em Chicago, de despedida.

 

NO BRASIL: Barack Obama visitou o Brasil de 18 a 20 de março de 2011 sob a presidência de Dilma Rousseff.  Esteve acompanhado da mulher, das filhas e da sogra. Visitou Brasília e Rio de Janeiro. Na ocasião, foi cumprimentado pelo presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah. A foto do encontro emoldura a sala do presidente da UGT, um sindicalista com estreitas relações com o sindicalismo americano e que esteve no lançamento da candidatura de Barack Obama quando da Convenção do Partido Democrata. Patah externou a sua opinião: “Além de ser o primeiro presidente negro e haver enfrentado dura oposição dos radicais de direita, Obama foi reeleito e chega ao final de seu segundo mandato oferecendo um legado extraordinário. Não será esquecido. Certamente, será enaltecido por sua capacidade de, em meio às dificuldades, ter conduzido de forma brilhante o governo dos Estados Unidos. Contribuiu para a paz no mundo e sai com popularidade recorde".




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