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Policiais federais de braços cruzados


26/02/2014

 
 
" A quem interessa o sucateamento da policia federal?" Questiona Fernando Vicentine, presidente do SINPEF/PR

 
 
 

 

 

 

 

 

Policiais federais de todo Brasil entraram no segundo dia de greve geral. Começou ontem (25/02), a paralisação que já havia sido anunciada em janeiro pelo SINPEF/PR- Sindicato dos Policiais Federais do Paraná, (filiado à UGT). O movimento atinge de alguma forma todos  os serviços da PF por dois dias.
 
No Paraná 70% dos trabalhadores, incluindo agentes, escrivães e papiloscopistas estão parados em todas as delegacias da PF, incluindo na Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu e em Paranaguá, nos serviços portuários.
 
Em Curitiba, frente à Superintendência Regional da Policia Federal os trabalhadores estão acampados desde a manhã do dia 25/02. Eles também levaram à superintendência um enorme elefante branco, simbolizando o destino dado aos inquéritos policiais da PF.
 
“Nossos salários estão congelados há sete anos, ao contrário dos vencimentos dos delegados que estão sendo atualizados constantemente”, diz o presidente do SINPEF/PR, Fernando Vicentine. O dirigente sindical lembrou que desde o ano passado os sindicatos e a federação dos policiais vêm tentando negociar com o governo federal a questão da valorização do efetivo policial federal e aumento do quadro de trabalhadores que está defasado há mais de 10 anos. Ele cita o caso paranaense. “Temos apenas 580 policiais federais para atender todo estado do Paraná, quando seriam necessários no mínimo 1.500”. Vicentine falou ainda das questões relacionadas à saúde dos policiais. “ O assédio moral é constante e registramos somente em 2013, 11 casos de suicídio entre companheiros de trabalho”.
 
Elefante branco


 
O SINPEF/PR distribuiu à imprensa um relatório com as estatísticas do desdobramento e conclusão dos inquéritos policiais federais. Na avaliação do sindicato houve no Paraná uma redução de 51% no número de indiciamentos e o tipo de inquérito que mais teve prejuízo com essa redução é o de crimes do colarinho branco e lavagem de dinheiro. “Hoje para fazermos qualquer investigação desse tipo nós temos que informar o ministro da Justiça. Há um controle político sobre a investigação”, afirma Vicentine. Ele diz que apenas 0,1% dos presos no país estão relacionados ao crime do colarinho branco. Nos dados apresentados pelo sindicato, houve uma queda nacional de 60,59% no número de indiciamentos. Em 2010 foram 46.502 casos e em 2013 apenas 18.325. “Isso significa que há uma criminalidade agindo impunemente em nosso país”, diz Fernando Vicentine.
 
“É importante a população saber que o efetivo da policia federal não parou as atividades apenas por questões salariais. Esta havendo um verdadeiro  sucateamento da estrutura da policia federal no país. Nossas fronteiras estão sem vigilância, os portos servem de entrada de saída de drogas e armas e o governo não acena com a modernização da policia federal. Perguntamos: quem está sendo beneficiado com esse sucateamento? O ônus desse abandono nós vemos diariamente nas ‘cracolândias’ e no armamento pesado usado por marginais em assaltos, sequestros e assassinatos”, desabafa Fernando Vicentine. 
 
Fonte: UGT Paraná


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