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Com taxa de sobrevivência de 84,1%, país tem saldo negativo de empresas em 2018


23/10/2020

O saldo entre empresas criadas e encerradas no país foi negativo, em 2018, de acordo com o estudo Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgado hoje (22) pelo IBGE. Enquanto 697,1 mil começaram o negócio, 762,9 mil companhias encerraram suas atividades naquele ano, gerando saldo de menos 65,9 mil empresas. Entre 2013 e 2018, o país perdeu 382,2 mil empresas.

O levantamento considera somente as entidades empresariais, excluindo os Microempreendedores Individuais (MEIs), órgãos da administração pública, entidades sem fins lucrativos e as organizações internacionais que atuam no país.

Em 2018, o Cadastro Central de Empresas (Cempre) somava um total de 4,4 milhões de empresas ativas no país, que ocupavam 38,7 milhões de pessoas.  Desse total, 32,3 milhões (83,5%) eram assalariadas e 6,4 milhões (16,5%) sócias ou proprietárias. A idade média das empresas era de 11,6 anos.

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Do total de empresas ativas, 3,7 milhões já estavam em atividade antes de 2018, o que representa uma taxa de sobrevivência de 84,1%, 0,7 p.p menor que a do ano anterior. Outras 15,9% (697,1 mil) entraram em atividade em 2018, sendo que 536,0 mil nasceram naquele ano e 161,1 mil reativaram suas atividades. O restante (762,9 mil) encerrou suas atividades, uma taxa de saída de 17,4%.

A redução de 1,5% no número de empresas em 2018, na comparação com o ano anterior, foi puxada, principalmente, pelo segmento de Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas, que teve saldo negativo de 88,7 mil empresas. Por outro lado, Saúde e serviços sociais, embora sem participação expressiva, foi o setor que mais contribuiu no saldo de empresas (23,7 mil).

“O comportamento de saída e entrada de empresas tem relação direta com a atividade econômica do país. Só em 2014, 218 mil fecharam as portas. Nos anos seguintes, esse movimento continuou, mas num patamar menor, refletindo a atividade econômica do período, que vem sendo fraca desde então”, analisa o gerente do estudo, Thiego Gonçalves Ferreira.

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O levantamento mostra, também, que o pessoal ocupado assalariado cresceu 1,3% (419,8 mil) em 2018. Eles foram empregados, sobretudo, pelas empresas sobreviventes, que ocuparam 97,3% do pessoal assalariado. Nessas empresas, a participação dos homens foi 60,8%, contra 39,2% de mulheres, e o percentual de empregados com nível superior chegou a 15,2%.

“Os homens também são maioria nas empresas novas e nas que fecharam as portas. Mas a participação de pessoas com maior escolaridade é menor. O que nos leva a inferir que a população mais escolarizada é mais avessa a ingressar nessas empresas, optando pelas sobreviventes, uma vez que elas também remuneram melhor”, comentou Ferreira.

Em cinco anos, apenas 36,3% das empresas sobreviveram e estavam em funcionamento em 2018. Quanto maior o porte, maior a taxa de sobrevivência. Naquele ano, 96,5% das entidades com mais de 10 funcionários sobreviveram. Entre os que não tinham assalariados, a taxa de sobrevivência foi de 74,4%. Das com um a nove trabalhadores assalariados, a taxa chegou a 91,4%.

Apenas 25,3% das filiais de empresas chegaram aos 10 anos

O estudo revela ainda que apenas 25,3% das unidades locais (filiais) das empresas nascidas em 2008 sobreviveram e estavam operando em 2018. Pela primeira vez, a pesquisa detalhou esses dados por unidades da federação. Eles mostram, por exemplo, que enquanto no Amazonas a taxa de sobrevivência das empresas no décimo ano de vida variou 16,4%, em Santa Catarina foi quase o dobro (32,1%).

“O ambiente microeconômico nas unidades da federação, como capacidade gestão e acesso ao crédito, é bastante diferenciado. No Amazonas, a taxa de entrada e saída das empresas foi maior, o que indica maior facilidade para se abrir uma empresa, mas também dificuldades de geri-las. Em Santa Catarina, aconteceu o oposto, o empresário parece ter um cenário mais favorável e capacidade maior de gestão”, analisou Ferreira.

Empresas de alto crescimento avançam 11,9% em 2018

Em 2018, o número de empresas de alto crescimento avançou 11,9%, somando 22,7 mil e interrompendo cinco anos seguidos de queda. Esse número, porém, é o terceiro menor da série. O maior valor foi registrado em 2012 (35,2 mil) e o menor, em 2017 (20,3 mil).

Empresas de alto crescimento são aquelas com pelo menos 10 empregados assalariados, que aumentaram seu pessoal acima de 20% ao ano, por três anos seguidos. Esse crescimento está associado ao empreendedorismo.

Essas empresas de alto crescimento representaram 1,0% das empresas ativas e 5,0% das empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas. Elas foram responsáveis por 11,2% das pessoas assalariadas e pelo pagamento de 9,1% dos salários e outras remunerações.

Thiego Ferreira observa que sustentar o alto crescimento é algo raro entre as empresas. “A pesquisa mostrou que apenas 5,6% das empresas que se tornaram de alto crescimento entre 2008 e 2013 repetiram o feito cinco anos depois. É uma taxa baixa. Mais baixa ainda quando olhamos no horizonte de 10 anos (3,1%). Isso mostra o quão difícil é voltar a crescer mais pra frente”, disse ele.

Quase 2,6 mil eram empresas “gazelas”

Do total de empresas de alto crescimento, 11,4% (2.597 mil) eram as chamadas “gazelas”, que têm até cinco anos de idade. Elas também cresceram 7,2% em 2018. São empresas que empregaram 198,8 mil pessoas e pagaram R$ 4,6 bilhões em salários e outras remunerações, o equivalente a um salário médio mensal de 2,1 salários mínimos.

 

Fonte: IBGE

 
 



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