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Condutores de São Paulo garantem emprego, enquanto profissionais do transporte do país sofrem com a demissão em massa


28/07/2020

O agravamento da crise econômica decorrente da pandemia do coronavírus aumentou de forma expressiva o número de desempregados no país. Hoje, são 12,9 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho, segundo o IBGE. Somam-se a esse dado negativo os trabalhadores em transportes.

 

Exemplos refletem essa difícil realidade.

 

Distante apenas 60 km da capital paulista, Atibaia tem o transporte público sob intervenção da Prefeitura, após a empresa SOU Atibaia retirar 70% da frota de ônibus do município, sem qualquer aviso e sem pagar seus funcionários.

 

Também, mais de 100 trabalhadores da Expresso Recreio, empresa de ônibus que opera linhas que ligam bairros da Zona Oeste e o Centro da cidade do Rio de Janeiro, foram surpreendidos com a demissão em massa. Revoltados, esses companheiros alegam que a decisão da empresa é contra a Lei. Todos os funcionários sofreram redução salarial de até 70%, como prevê a MP 936, convertida em Lei 14.020.

 

Há de salientar que a empresa que adere à redução salarial deve garantir ao trabalhador a estabilidade do emprego, o que não aconteceu na Expresso Recreio.

 

Infelizmente, esse problema não se restringe a Atibaia e ao Rio de Janeiro. Cenas de desrespeito aos direitos dos trabalhadores em transportes têm se repetido em outros lugares do Brasil.

 

Na contramão desse drama social, o Sindmotoristas tem obtido êxito em sua luta, ao garantir emprego, direitos trabalhistas e segurança à vida dos condutores.

 

O sindicato conseguiu o compromisso do Poder Público de que todos os postos de trabalho do sistema serão mantidos até o fim da pandemia e, ainda, ganhou duas importantes ações na Justiça. A primeira, as empresas de ônibus ficam obrigadas a fornecerem regularmente máscara e álcool em gel aos seus funcionários. Já outra decisão judicial determina a operação integral da frota, em respeito à regra de distanciamento social que protege condutores e passageiros dentro dos coletivos.

O deputado federal e presidente licenciado do Sindmotoristas, Valdevan Noventa, lamentou o fechamento de empresas de ônibus e demissões em massa. “Os impactos da pandemia têm atingido fortemente o setor de transporte público. Mas, graças a Deus, aqui em São Paulo, não só estamos mantendo os postos de trabalho, como abrimos discussão com o patronal a respeito do aumento salarial e outras melhorias que fazem parte da pauta de reivindicações da Campanha Salarial da categoria”.

 

Noventa destacou que isso se deve ao comprometimento da direção do sindicato, que tem feito uso de habilidade e inteligência para superar os obstáculos em plena crise econômica e de saúde.




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