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Cartão de crédito respondeu por 27% das dívidas renegociadas em dezembro


22/05/2019

As dívidas com cartão de crédito responderam por 27% das renegociadas em dezembro, embora seus valores tenham representado somente 6% do saldo, que somou R$ 2,9 bilhões, informou o Banco Central nesta terça-feira (21).

 

No boxe sobre reestruturação de dívida e perfil do endividamento, publicado no relatório de economia bancária de 2018, o BC indica que cerca de 70% das renegociações com cartão foram feitas por clientes de baixa renda, que ganham até 3 salários mínimos. Em dezembro, a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito estava em 285,4% ao ano, segundo o Banco Central.

 

Já o crédito imobiliário respondeu por 8,3% do número de clientes que buscou renegociar as dívidas, mas por um saldo de R$ 1,3 bilhão, ou 46% da carteira reestruturada (total de dívidas renegociadas).

 

Segundo os dados do BC, 278 mil pessoas buscaram reestruturar suas dívidas em dezembro, reflexo da atividade econômica ainda fraca e do elevado desemprego –atualmente, mais de 13 milhões estão sem trabalho no país.

 

Desse número, 178 mil (64%) deviam menos de R$ 3.000, com saldo de R$ 220 milhões. Os dados do BC indicam que 63% do valor total reestruturado em dezembro diziam respeito a dívidas acima de R$ 50 mil.

 

Por perfil, a maior parte (70%) dos que precisaram reestruturar suas dívidas tinha renda inferior a três salários mínimos, com saldo de R$1,2 bilhão. A alta renda, aqueles que recebem mais de dez salários, renegociou, em dezembro, R$ 660 milhões em dívidas.

 

Comparando as renegociações realizadas em dezembro de 2017, os dados mostram que, depois de 12 meses, 48% do saldo foi pago ou estava com pagamento em dia. Por outro lado, 23% da carteira tinha atraso menor que 90 dias e 15% estavam inadimplentes ou tinham negociado novamente o valor. 5% do total foi lançado como prejuízo, indica o BC.

 

As reestruturações no crédito imobiliário têm índice maior de sucesso: 83% da carteira estava paga em dezembro, em dia ou com atraso menor que 90 dias depois de 12 meses. No cartão, o percentual recuou para 55%. 

 

Fonte: Folha de S.Paulo

 




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