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Servidores da Jucemg protestam contra a falta de negociação do Estado


29/09/2017

Ao completar um mês de greve, servidores da Junta Comercial do Estado de Minas Gerais (Jucemg) realizaram nessa quinta-feira, 28.09.17, manifestação em frente à antiga sede (própria) da autarquia, na Av. Santos Dumont, no centro da capital mineira.

 

Depois, seguiram em passeata até a atual sede da Jucemg, que funciona em um imóvel alugado na rua Sergipe, 64, próximo à Igreja da Boa Viagem, também na região central.  A escolha do local para a realização do protesto é bastante simbólica e representativa no contexto da luta da categoria. 

 

O governo de Minas alega que não tem dinheiro para atender as reivindicações dos servidores. No entanto, anunciou que vai comprar o prédio da rua Sergipe para a Junta Comercial por R$ 32 milhões. 

 

Causa estranheza essa decisão, porque necessitaria de apenas R$ 3 milhões para reformar a sede própria da Av. Santos Dumont, conforme levantamento feito pela Associação dos Servidores da Junta Comercial (Asjuc). Para a entidade, tem cheiro de maracutaia no ar e o povo mineiro merece uma explicação. 

 

Sem previsão de volta

 

A presidente da Asjuc, Alessandra de Araújo, diz que a greve, ao completar um mês, prossegue firme, apesar do terrorismo feito pelo governo do Estado e da completa falta de diálogo por parte do Executivo. “Eles pensam que vão nos vencer pelo cansaço, mas estão muito enganados”, comentou Alessandra.

 

A Junta Comercial e o Governo do Estado entraram com ação na justiça pedindo a ilegalidade do movimento grevista e o retorno imediato ao trabalho. Porém, o juiz decidiu que vai convocar os servidores para uma audiência para ouvir a versão da categoria, e somente depois irá decidir sobre o pedido apresentado.

 

Reivindicações

 

Sem reajuste salarial há 12 anos, os servidores da Jucemg protestam, também, contra as recentes mudanças na forma de concessão do vale-alimentação e cobram o cumprimento de acordo firmado em 2015, por ocasião de paralisação anterior. Reivindicam a implementação de plano de carreira no órgão, além da retomada da autonomia financeira e administrativa da Junta e da investigação de casos de assédio moral na autarquia.

 

A Asjuc afirma que existem graves discrepâncias salariais na Junta Comercial, com grandes diferenças entre os servidores concursados e os terceirizados. Além disso, Minas Gerais pratica menores salários, se comparado com outras Juntas Comerciais da região Sudeste.

 

A Associação ressalta que a Junta Comercial é uma autarquia e arrecada cerca de R$ 5 milhões por mês. Para a Asjuc, esse dinheiro deveria ficar nos cofres da Jucemg, mas ninguém sabe para onde vai.

 

O órgão recebe diariamente mil processos para abertura, registro e fechamento de empresas, emissão de documentos e alteração de contratos, entre outros. O atendimento é feito no escritório da Capital, em outros seis escritórios regionais e por meio de parcerias com 122 prefeituras.

 

Fonte: UGT Minas Gerais

 


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