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Greve geral: o Paraná parou dia 28


28/04/2017

 

 

 

Trabalhadores e trabalhadoras tomaram as ruas, desde o Centro Cívico, até  a  praça Tiradentes,

no centro de Curitiba

 

 

 

O Paraná parou dia 28 de abril. Trabalhadores paranaenses de diversas categorias atenderam ao chamado de greve geral e paralisaram as atividades durante toda sexta-feira, em diversas cidades do estado.  No país foram  mais de 40 milhões de brasileiros que disseram não aos projetos de reforma trabalhista e da Previdência e a Terceirização, do governo Temer. Segundo levantamentos dos sindicatos filiados à UGT no Paraná, perto de 500 mil trabalhadores cruzaram os braços no estado. Em Curitiba foram mais de 150 mil trabalhadores que aderiram à greve geral contra as reformas. Uma grande concentração com mais de 30 mil trabalhadores começou já de manhã, na praça Nossa Senhora Salete, no Centro Cívico. Em seguida os grevistas saíram em caminhada em direção à praça Tiradentes. No caminho, frente ao prédio da Fiep – Federação das Indústrias do Paraná, devolveram o “pato amarelo” aos empresários.

 

A manhã de protestos em Curitiba foi encerrada com um ato ecumênico, frente à igreja Matriz, com milhares de trabalhadores e trabalhadoras que entoaram palavras de ordem contra as reformas do governo Temer. Alexandre Donizete, presidente do Sindenel – Sindicato dos Eletricitários de Curitiba e membro  da direção nacional da UGT falou em nome da central: “os trabalhadores brasileiros não aceitam essa reforma trabalhista e muito menos a da Previdência. Essa greve é apenas o começo, e estaremos nas ruas mostrando à população quem são os deputados e senadores traidores dos trabalhadores. Somos a voz de milhões de brasileiros e brasileiras que nesse dia 28 de abril escrevem um dos mais importantes capítulos da história”, disse Donizete.

 

“Mesmo que  a grande mídia tente esconder, a greve geral de 28 de abril já é considerada a maior do Século, tendo inclusive, em números, superado a de 1989, quando cerca de 38 milhões de trabalhadores cruzaram os braços em todo país. Essa greve não tem partido político e é de todas as centrais sindicais brasileiras”, disse a secretária Geral da UGT-PARANÁ, Iara Freire.

 

Ainda em Curitiba e região diversas categorias aderiram à greve geral. “Foram fechados mais de 90 postos de combustíveis na capital e região metropolitana”, registrou Lairson Sena, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis de Curitiba e Região (filiado à UGT).  O presidente da  Fesmepar – Federação dos Servidores Públicos do Estado do Paraná, Luiz Carlos Silva de Oliveira, fez um balanço da paralisação no estado: “muitas prefeituras do interior fecharam as portas nessa sexta-feira. Em Curitiba os servidores entenderam a gravidade dos projetos de reforma e paralisaram as atividades em diversos setores. O presidente do Sigmuc – Sindicato da Guarda Municipal de Curitiba, Luiz Vecchi, levou a categoria para a frente da prefeitura municipal. Caixões e cruzes simbolizaram o descontentamento dos servidores públicos com a administração de Rafael Greca. Servidores públicos municipais, estaduais e federais também mostraram indignação e repúdio às reformas do governo federal.

 

INTERIOR

 

As regionais da UGT em Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu e Paranaguá estiveram à frente de grandes mobilizações nessas importantes cidades do interior do estado. “Os trabalhadores londrinenses mostraram ao Brasil  que estamos juntos nessa luta que é de todos os brasileiros”, disse o presidente da Regional Norte da UGT, Éder Pimenta.

 

Em Maringá o presidente da Regional Noroeste e presidente do Sindicato dos Comerciários de Maringá, Leocides Fornazza comemorou a paralisação: “é importante para uma cidade como Maringá integrar a greve geral. Somos um dos maiores polos produtivos do interior, e ao cruzar os braços, reafirmamos nosso compromisso com os trabalhadores de todos os cantos do país”.

 

Na cidade fronteiriça de Foz do Iguaçu várias ações foram desencadeadas, entre elas o fechamento da ponte da Amizade, ligando o Brasil ao Paraguai. “Foz é uma vitrine para o mundo, e a paralisação das diversas categorias espelhou o descontentamento de um povo sofrido e que vem sendo oprimido pelo governo Temer”, disse Paulinho da Saúde, presidente do Sindicato dos Empregados na Saúde de Foz do Iguaçu (filiado à UGT).

 

Quem coordenou o movimento grevista em Cascavel foi Antônio Vieira  Martins o “Toninho”, presidente da Regional Oeste da UGT-PARANÁ, e presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Combustíveis: “os trabalhadores cascavelenses entenderam que essa é a hora de agir e cruzaram os braços contra esse plano ardiloso do governo Temer, de extorquir os direitos trabalhistas”, disse Toninho.

 

Em Paranaguá o presidente da UGT-Litoral, o vereador Jaime da Saúde  coordenou as mobilizações na APA – Administração do Porte de Paranaguá e nas caminhadas pelo centro da cidade. “Michel Temer quer transformar os trabalhadores brasileiros em escravos do capitalismo selvagem, com uma reforma trabalhista que atende apenas aos interesses dos empresários”, disse Jaime da Saúde.

 

 

Fonte: UGT Paraná

 

 


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