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UGT E FECOMÉRCIO ENCERRAM O CICLO DE DEBATES - BRASIL É POLÍTICO


07/12/2007

Os participantes do debate de encerramento do Ciclo de Debates Brasil é Político" sobre a Reforma Política, realizado na segunda-feira (3), em São Paulo, pela UGT - União Geral dos Trabalhadores e pela Fecomercio - Federação do Comércio do Estado de São Paulo, concluíram que a proposta de um terceiro mandato para o presidente Lula é inoportuna e distante dos interesses da Nação, e merece a atenção da sociedade para evitar possíveis manobras para garantir mais quatro anos de governo. O debate, que teve a participação da ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), da deputada Zulaiê Cobra (PHS), do deputado Bruno Araújo (PSDB), do presidente da UGT, Ricardo Patah, do presidente do Conselho de Estudos Políticos da Fecomercio, Prof. Cláudio Lembo, e dos cientistas políticos Rubens Figueiredo e Humberto Dantas, concluiu que a Reforma Política é imprescindível para a consolidação da democracia e avanço do Brasil. Porém, é preciso ter bem claro que a reforma não corrigirá desvios de caráter e corrupção. Na opinião do cientista Humberto Dantas, "o Brasil vive hoje uma crise de valores ético e moral, impulsionada pela impunidade que assola Brasília". Heloísa Helena condenou a possibilidade de um terceiro mandato: "A base 'bajulatória' do presidente fica com esse discurso", afirmou. "Embora a vontade e os interesses sejam muitos, eu não acredito que seja possível. Mas precisamos criar mecanismos legais que não permitam a concretização desse absurdo, pois só a nossa vontade política não basta. Não podemos esquecer do balcão de negócios sujos que existe no governo federal". Também contra a reeleição do Lula, a deputada Zulaiê Cobra considerou o resultado do debate da CPMF como um termômetro: "A aprovação da CPMF não é pelo dinheiro, é pela vitória. Caso consiga aprovar a prorrogação do imposto, o Lula vai se envaidecer e aí sim correremos esse risco." Zulaiê também destacou que nos bastidores de Brasília "tem gente trabalhando para a reeleição e é preciso tomar cuidado". Para Rubens Figueiredo, embora distante dos interesses da Nação, a discussão do terceiro mandato não é só uma proposta de possíveis 'bajuladores' mas admitiu que a sociedade precisa ficar atenta: "Os recentes discursos do presidente Lula, o alto índice de aprovação do seu governo e a falta de candidato do PT para as eleições de 2010 indicam que existe a hipótese de uma tentativa de aprovação do terceiro mandato". O deputado Bruno Araújo adotou um discurso mais otimista sobre o terceiro mandato em relação aos demais participantes: "Em 2010, o que haverá de novo é que o Lula não disputará uma eleição desde o processo de redemocratização do País." O deputado também destacou a vocação do Brasil de não fazer reformas preventivas. "As reformas só acontecem quando estamos à beira de um colapso. E nós estamos à beira de um colapso da representatividade." Ricardo Patah destacou a parceria da UGT com a Fecomercio: "Trabalhadores e empresários estão hoje unidos para construir um país diferente do atual. Avalio que mais de 50% dos parlamentares compraram o seu 'passaporte' para entrar no Congresso Nacional. Precisamos aprofundar o debate sobre a reforma política ainda mais que o Lula considera o presidente Hugo Chávez democrático." "


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