26/02/2015
Aumento do diesel, pedágio e impostos e frete baixo provocam greve de caminhoneiros em todo o Brasil. Essas causas estariam inviabilizando a atividade dos mais diferentes setores de transporte e, como consequência já falta produtos, especialmente combustível e alimentos, além de trazer problemas para as exportações de carnes.
Diante de quadro de dificuldades, os motoristas têm todo o direito de mostrar a sua indignação e fazer as reivindicações que consideram necessárias. A nossa UGT (União Geral dos Trabalhadores), que é uma central independente, se solidariza com esses profissionais e se coloca à disposição para procurar soluções viáveis. Apenas, deixamos claro que a falta de produtos, notadamente alimentos, prejudicam os mais pobres, e menos favorecidos, e essa situação nos preocupa muito.
Até montadoras estão tendo problemas com a falta de peças para a montagem de carros. A Fiat, de Betim, por exemplo, liberou 6 mil trabalhadores nesta terça-feira (dia 24), deixando de fabricar cerca de 2 mil veículos. Pelo menos 50% do que é produzido no nosso país é transportado por caminhões, com grande consumo de combustível. Somos um país que ainda depende dos caminhoneiros em quase todas as áreas, especialmente alimentos, combustível, autopeças, remédios, e até componentes de tecnologia. O que precisa ser tratado e merece nosso apoio é uma equação injusta onde o livre mercado estabelece o preço do frete e o governo se livra de seus custos com aumento de combustíveis e dos pedágios, deixando um importante setor como o de transporte sem um lado para correr, pois não tem para quem repassar os custos.
União Geral dos Trabalhadores
UGT - União Geral dos Trabalhadores