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Venda de máquinas para construção terá queda de até 46,5% neste ano


08/06/2015

As vendas de alguns equipamentos para a construção serão reduzidas, neste ano, a quase metade do total comercializado em 2014, segundo a Sobratema (Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração).

 

A linha de guindastes e gruas será a mais afetada. Os associados ouvidos pela entidade estimam que 3.549 equipamentos serão demandados em 2015. O volume é 46,5% inferior ao registrado no ano anterior.

 

Na linha amarela, que engloba escavadeiras e tratores, entre outras máquinas, o recuo deverá ficar próximo dos 36%. A projeção é vender cerca de 18,7 mil unidades.

 

A pesquisa não incluiu empresas vendedoras de caminhões, mas a estimativa é que o segmento acompanhe o da linha amarela.

 

"Neste começo de ano, os negócios demoraram para acontecer porque não havia movimentação do governo em relação a investimentos ou novas concessões", diz o vice-presidente da associação, Mário Humberto Marques.

 

"Por isso, as empresas acabaram adiando seus investimentos. Agora, a expectativa é que, com as concessões, o mercado comece a se mover."

 

Mesmo que haja uma maior demanda por equipamentos nos próximos meses, as fabricantes e locadoras não sentirão um impacto imediato. Metade da frota das construtoras e das companhias de infraestrutura estão paradas hoje.

 

Confiança do comerciante tem menor recuo desde setembro

 

A confiança do empresário do comércio caiu 0,2% em maio na comparação com abril, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional do Comércio. Esse foi o menor recuo registrado desde setembro do ano passado.

 

A expectativa do comerciante, que registrou alta mensal de 1%, foi o subíndice que amenizou a retração.

 

"O resultado não significa que o indicador vá assumir uma trajetória ascendente. Talvez a situação tenha deixado de piorar", diz Fabio Bentes, economista da entidade.

 

A previsão de uma inflação mais baixa nos próximos meses é um dos fatores que podem ter deixado o empresário menos pessimista, segundo Bentes. "A inflação menor faz sobrar espaço no orçamento para o consumo de bens."

 

Os outros dois subíndices que compõem o indicador de confiança do comerciante tiveram baixas em maio. As condições atuais recuaram 3,4% e os investimentos, 2,9%.

 

LOTE À VENDA

 

Após passar um ano sem lançamentos, a Cemara, que atua com loteamentos no interior paulista, tem quatro projetos para 2015.

 

A expansão vai gerar cerca de R$ 65 milhões em investimentos em infraestrutura como instalação de água, saneamento, pavimentação e construção de áreas comuns para os moradores.

 

Serão três áreas residenciais e uma comercial, em Mirassol, Piracicaba, Várzea Paulista e Cedral, voltadas para pequenas empresas de bairro e habitação popular.

 

Em 2014, a empresa não teve novos empreendimentos por causa do atraso na aprovação de licenças. "Com a crise, nos tornamos mais seletivos na escolha do local e da cidade para conseguirmos a mesma liquidez", diz Marcos Dei Santi, diretor da Cemara.

 

37 são os loteamentos entregues

 

450 mil m² é a área média dos lançamentos deste ano

 

PROJETOS INCERTOS

 

A rede paranaense de supermercados Condor estuda se dará continuidade a seu projeto de expansão, que previa 45 unidades em operação em 2016 -hoje são 40 abertas e três em construção.

 

"Não vamos interromper as obras que já começamos, mas as duas [lojas] que estavam programadas para o ano que vem são incertas", diz o presidente e fundador da empresa, Pedro Zonta.

 

"Tudo vai depender do que acontecerá na economia daqui para frente."

 

Os dois empreendimentos demandariam, juntos, cerca de R$ 80 milhões.

 

Além da desaceleração do varejo, o aumento do ICMS no Paraná tem deteriorado as vendas da rede, segundo o empresário.

 

"Dos produtos que comercializamos, 18 mil tiveram a alíquota reajustada."

 

No primeiro quadrimestre deste ano, o lucro da companhia caiu pela metade na comparação com o mesmo período de 2014.

 

No ano passado, a rede faturou R$ 3,6 bilhões e cresceu 13%. A média em anos anteriores, era de 20%. "Em 2015, com certeza, não vamos repetir o resultado de 2014", diz Zonta.

 

 

Fonte: Folha de S. Paulo


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